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Pedaços de história: Paco Ojeda

Francisco Manuel Ojeda González revolucionou o toureio na década de 80, sendo um dos matadores de toiros que ficam para a história do toureio e da tauromaquia mundial.
15 de Novembro de 2013 - 14:13h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1477
Pedaços de história: Paco Ojeda

Paço Ojeda é um dos matadores de toiros referência do toureio a pé. Sem duvida que o de Sanlucar de Barrameda , revolucionou o toureio na década de 80, sendo um dos matadores de toiros que ficam para a história do toureio e da tauromaquia mundial.

Francisco Manuel Ojeda González nasceu em Sanlucar de Barrameda no dia 6 de Outubro de 1955. Paco Ojeda, conforme é anunciado nos cartéis e ficou conhecido em toda a geografia do planeta taurino, foi um revolucionário do toureio a pé, com um estilo e forma muito próprias.

No entanto o seu gosto pelo campo e aficion ao cavalo, fez com que viesse também a ser cavaleiro tauromáquico, tirando alternativa na monumental de Santarém, a 2 de Junho de 1996, tendo como padrinho João Moura e testemunhas António Ribeiro Telles e Rui Salvador. Pegaram os Amadores de Santarém e a corrida foi concurso de ganadarias, tendo-se lidado exemplares de Brito Paes, David Ribeiro Telles, João Moura, Manuel Veiga e Ortigão Costa (2).

Contudo foi como matador de toiros, que se distingui como máxima figura mundial do toureio. Sem antecedentes taurinos na família, oriundo de uma família modesta e com nove irmãos, Paco tenta a sua sorte nas arenas em 1978, tendo toureado 8 novilhadas sem picadores e 12 picadas. Em 1979 cumpre 20 contractos. Nesta etapa tem como companheiros de jornada, Júlio Veja “Marismeno” e “El Rabioso”.

Toma alternativa das mãos de Santiago Martín “El Viti”, em Puerto de Santa Maria a 22 de Julho de 1979, tendo lidado o toiro “Rompeplaza” dos Herd. de Carlos Nunez, nº113 e 500kgs de peso, ao qual cortou uma orelha. Foi testemunha o matador de toiros José Luis Galloso. A 25 de Agosto de 1982 em Madrid, confirma a alternativa, tendo então como padrinho José Luís Parada e testemunha “Gallito de Zafra” com toiros da ganadaria de “Cortijoliva”.

Interrogado sobre como definiria o seu toureio, o matador de Sanlucar de Barrameda responde: “pues que se queda quieto y que intenta pegar pases buenos. Es lo único que yo le encuentro. Veo venir el toro y me quedo quieto. No sé. Eso no se puede explicar. Cuando se queda uno quieto es que no se tiene medo. Cuando se tiene medo se va uno…y ya está.”. As arenas de Sevilha (S. Miguel 1982), Jerez La Frontera, Nimes e Ronda (goyesca 1987) entre outras, foram palcos dos seus inolvidáveis triunfos. A 4 de Agosto de 1983 Paco Ojeda debuta em Portugal, na praça de toiros do Campo Pequeno, na tradicional Corrida da Imprensa.

Apresenta-se como rejoneador no nosso País em 1995, a 5 de Agosto, na praça de toiros do Sitio da Nazaré, encetando então a carreira de rejoneador á imagem do mexicano Carlos Arruza. Tirou alternativa para cavaleiro tauromáquico na praça de toiros de Santarém tendo como padrinho João Moura.

No entanto apenas envergou a casaca no dia da alternativa, trajando sempre depois com o “fato campero”, tradicional dos rejoneadores, mesmo quando depois voltou a tourear no nosso País, sendo considerado pela grande maioria dos aficionados rejoneador , mas um incomensurável matador de toiros.

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