Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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Toiro e Cavalo, Uma Paixão cada vez mais Jovem

Se dantes brincava-se nas ruas ao toiro montados em cavalos de pau de vassoura e toureando com sacas de sarapilheira, agora temos o recreio das escolas, os centros hípicos e as escolas de toureio.
29 de Novembro de 2013 - 11:44h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 2155
Toiro e Cavalo, Uma Paixão cada vez mais Jovem

A afición ao cavalo e ao touro começa cada vez mais cedo a despontar. Se dantes brincava-se nas ruas ao toiro montados em cavalos de pau de vassoura e toureando com sacas de sarapilheira, agora temos o recreio das escolas, os centros hípicos e as escolas de toureio.

Mudam-se os tempos, mantém-se as paixões e se uns já nascem em famílias tradicionais e seguem o rumo quase predestinado, outros há que sem antecedentes surgem com uma paixão e entrega inimagináveis e chegam a figuras. Nestas últimas três décadas tem sido notório o crescimento da paixão ao toiro e cavalo entre os mais jovens e na nossa região o centro equestre da Lezíria Grande foi um dos baluartes dessa paixão e quase todos os da minha idade passaram por lá para o baptismo de sela e levaram os seus filhos também a dar os primeiros passos, ou seja a paixão de Mestre Luís Valença já deu frutos na região ao longo de duas gerações e a Ana Luísa, Filipa e Sofia já têm também os seus filhos a montar e dar cartas no país e no estrangeiro, e como uns puxam por os outros, são inúmeros os jovens a ter essa ligação ao cavalo e ao campo. Mais recente, o centro equestre das Cachoeiras também veio cativar uma faixa muito jovem de cavaleiros e a simpatia extrema da equitadora Verónica Almeida Santos e equipa sabe passar esse gosto tão especial aos mais pequenos.

É pois maravilhoso ver estes pequenos equitadores correndo depois das aulas para estes espaços, a fim de se familiarizares como os seus heróis de quatro patas e sendo eles mesmo a aparelhá-los (com ajuda, claro) a levá-los ao picadeiro e mostrarem os últimos números da aprendizagem e quando os deixam trotar com elegância os rostros rejubilam de felicidade. Depois…. Depois é o querer saber cada vez mais e poderem mostrar a sua habilidade em público nas provas nacionais e internacionais, nas galas equestres e nos grandes espectáculos, como por exemplo o “Apassionata” que corre mundo com artistas desta nova vaga de cavaleiros nascidos das mãos de Mestre Valença e equipa.

Dos primeiros passos ao toureio as coisas surgem naturalmente.

Pôr-se pela primeira vez com o cavalo frente à tourinha ou a uma pequena vaca nas muitas festas realizadas nestes centros, mostra logo se estes pequenos artistas têm a paixão e garra necessárias para evoluírem em praça ou se preferem a equitação mais clássica sem essa adrenalina da rês brava. E aí, com 14, 15 anos começam ensinamentos com alguns dos nossos nomes da arte marialva e neste momento há muitos jovens cavaleiros amadores que denotam já boas qualidades apesar de não terem antecedentes taurinos na família. Manuel Jorge de Oliveira é um dos consagrados que já deu vários nomes à nossa festa e Paulo Jorge Ferreira, Ana Rita são dois cavaleiros de alternativa que mostram que a paixão pelo cavalo desde cedo e pelo toureio posteriormente fazem os sonhos tornar-se realidade e no Cartaxo continuam a nascer jovens figuras, como este ano aconteceu com Parreirita Cigano, filho do matador de toiros do mesmo apodo, mas preferindo a arte de marialva ao toureio que viu em casa e é já uma revelação na classe de praticante.

Francisco Parreira, no Camarnal onde possui a pequena quinta com picadeiro e praça de tenta é outro dos casos de verdadeira paixão, tanto na escola profissional em Runa onde o cavalo é matéria obrigatória mas também o querer aprender com os melhores e buscar na universidade da Torrinha com a família Ribeiro Telles (verdadeira maternidade de cavaleiros tauromáquicos) os ensinamentos que o farão chegar decerto a figura nos próximos anos. Mas também os Travessa Fernandes em Salvaterra de Magos, Paulo Jorge Santos em Vila Franca, Vítor Ribeiro ou Rui Fernandes têm sempre aberto as suas portas ao acompanhamento de jovens cavaleiros e o caso de Jacobo Botero que veio da América Latina para a casa de Rui o seu ídolo de sempre, veio provar que a paixão e entrega pelo cavalo e pelo toureio é quase inexplicável e este ano o grande nome da nova geração é este menino que largou a família e veio crescer em terras lusas como homem e como toureiro.

Mais fácil claro é as chamadas dinastias e são inúmeros os nomes que de geração em geração vêm crescer os seus pupilos no meio dos toiros e cavalos e temos casos já de quinta geração na nossa arte de marialva, como são os Salgueiro e os Ribeiro Telles, a par das mais novas como os Moura, Bastinhas, Rouxinol ou Salvador por exemplo. Na nossa região também os homens de campo vão mantendo essa paixão e nas festas do Colete Encarnado foi notório no desfile a presença de várias gerações na campinagem, destacando-se por exemplo a família do Maioral da casa Palha com três gerações a cavalo, ou da ganadaria Fernando Palha com o maioral José Manuel Volkery mulher e filho mostrando-se como verdadeira família de amantes do campo, do cavalo e do toiro.

No toureio a pé, as quantidades de alunos são bem diferentes mas continuam a surgir jovens na busca dessa actividade apaixonante e a Academia de Toureio do Campo Pequeno, Moita do Ribatejo, Escola José Falcão, Alter do Chão, Santarém e Azambuja mostram actividade e alguns nomes são apontados todos os anos como potenciais figuras, embora ao longo dos últimos anos a maior parte desses jovens tenha desistido ou singrado pela arte de bandarilheiro onde aí sim, têm conseguido carreira de sucesso.

Mas a paixão pelo toiro faz também acudir muita juventude aos grupos de forcados e quase todos os anos surgem jovens com 13, 14, 15 anos a estrearem jaqueta e pegarem nalgumas novilhadas e variedades taurinas.

A prova que os grupos de forcados nacionais são também grande escola de valores e em Vila Franca vimos bem na garraiada festiva do grupo em Outubro último as dezenas de pequenos que se fardaram sob os ensinamentos do professor Pedro Dotti que há duas gerações prepara futuros moços de forcado para este grupo tão emblemático que já ultrapassou os oitenta anos de vida.

Se juntarmos ainda as tertúlias cada vez com mais jovens nas festas regionais onde as largadas de toiros e picarias são nota dominante, os toureiros de rua, agora com estilos mais elaborados devido ao surgimento de grupos de recortadores podemos afirmar que a paixão pela festa brava, pelo toiro e muito especialmente pelo cavalo em todas as suas valências está bem viva e cada vez mais jovem no que concerne ao seu público e aprendizes. A velha máxima que de pequenino se traça o destino neste mundo tão especial do toiro e cavalo não pode ser melhor utilizada!

A afición ao cavalo e ao touro começa cada vez mais cedo a despontar. Se dantes brincava-se nas ruas ao toiro montados em cavalos de pau de vassoura e toureando com sacas de sarapilheira, agora temos o recreio das escolas, os centros hípicos e as escolas de toureio. Mudam-se os tempos, mantém-se as paixões e se uns já nascem em famílias tradicionais e seguem o rumo quase predestinado, outros há que sem antecedentes surgem com uma paixão e entrega inimagináveis e chegam a figuras.

Nestas últimas três décadas tem sido notório o crescimento da paixão ao toiro e cavalo entre os mais jovens e na nossa região o centro equestre da Lezíria Grande foi um dos baluartes dessa paixão e quase todos os da minha idade passaram por lá para o baptismo de sela e levaram os seus filhos também a dar os primeiros passos, ou seja a paixão de Mestre Luís Valença já deu frutos na região ao longo de duas gerações e a Ana Luísa, Filipa e Sofia já têm também os seus filhos a montar e dar cartas no país e no estrangeiro, e como uns puxam por os outros, são inúmeros os jovens a ter essa ligação ao cavalo e ao campo. Mais recente, o centro equestre das Cachoeiras também veio cativar uma faixa muito jovem de cavaleiros e a simpatia extrema da equitadora Verónica Almeida Santos e equipa sabe passar esse gosto tão especial aos mais pequenos.

É pois maravilhoso ver estes pequenos equitadores correndo depois das aulas para estes espaços, a fim de se familiarizares como os seus heróis de quatro patas e sendo eles mesmo a aparelhá-los (com ajuda, claro) a levá-los ao picadeiro e mostrarem os últimos números da aprendizagem e quando os deixam trotar com elegância os rostros rejubilam de felicidade. Depois…. Depois é o querer saber cada vez mais e poderem mostrar a sua habilidade em público nas provas nacionais e internacionais, nas galas equestres e nos grandes espectáculos, como por exemplo o “Apassionata” que corre mundo com artistas desta nova vaga de cavaleiros nascidos das mãos de Mestre Valença e equipa.

Dos primeiros passos ao toureio as coisas surgem naturalmente.

Pôr-se pela primeira vez com o cavalo frente à tourinha ou a uma pequena vaca nas muitas festas realizadas nestes centros, mostra logo se estes pequenos artistas têm a paixão e garra necessárias para evoluírem em praça ou se preferem a equitação mais clássica sem essa adrenalina da rês brava. E aí, com 14, 15 anos começam ensinamentos com alguns dos nossos nomes da arte marialva e neste momento há muitos jovens cavaleiros amadores que denotam já boas qualidades apesar de não terem antecedentes taurinos na família. Manuel Jorge de Oliveira é um dos consagrados que já deu vários nomes à nossa festa e Paulo Jorge Ferreira, Ana Rita são dois cavaleiros de alternativa que mostram que a paixão pelo cavalo desde cedo e pelo toureio posteriormente fazem os sonhos tornar-se realidade e no Cartaxo continuam a
nascer jovens figuras, como este ano aconteceu com Parreirita Cigano, filho do matador de toiros do mesmo apodo, mas preferindo a arte de marialva ao toureio que viu em casa e é já uma revelação na classe de praticante.

Francisco Parreira, no Camarnal onde possui a pequena quinta com picadeiro e praça de tenta é outro dos casos de verdadeira paixão, tanto na escola profissional em Runa onde o cavalo é matéria obrigatória mas também o querer aprender com os melhores e buscar na universidade da Torrinha com a família Ribeiro Telles (verdadeira maternidade de cavaleiros tauromáquicos) os ensinamentos que o farão chegar decerto a figura nos próximos anos. Mas também os Travessa Fernandes em Salvaterra de Magos, Paulo Jorge Santos em Vila Franca, Vítor Ribeiro ou Rui Fernandes têm sempre aberto as suas portas ao acompanhamento de jovens cavaleiros e o caso de Jacobo Botero que veio da América Latina para a casa de Rui o seu ídolo de sempre, veio provar que a paixão e entrega pelo cavalo e pelo toureio é quase inexplicável e este ano o grande nome da nova geração é este menino que largou a família e veio crescer em terras lusas como homem e como toureiro.

Mais fácil claro é as chamadas dinastias e são inúmeros os nomes que de geração em geração vêm crescer os seus pupilos no meio dos toiros e cavalos e temos casos já de quinta geração na nossa arte de marialva, como são os Salgueiro e os Ribeiro Telles, a par das mais novas como os Moura, Bastinhas, Rouxinol ou Salvador por exemplo. Na nossa região também os homens de campo vão mantendo essa paixão e nas festas do Colete Encarnado foi notório no desfile a presença de várias gerações na campinagem, destacando-se por exemplo a família do Maioral da casa Palha com três gerações a cavalo, ou da ganadaria Fernando Palha com o maioral José Manuel Volkery mulher e filho mostrando-se como verdadeira família de amantes do campo, do cavalo e do toiro.

No toureio a pé, as quantidades de alunos são bem diferentes mas continuam a surgir jovens na busca dessa actividade apaixonante e a Academia de Toureio do Campo Pequeno, Moita do Ribatejo, Escola José Falcão, Alter do Chão, Santarém e Azambuja mostram actividade e alguns nomes são apontados todos os anos como potenciais figuras, embora ao longo dos últimos anos a maior parte desses jovens tenha desistido ou singrado pela arte de bandarilheiro onde aí sim, têm conseguido carreira de sucesso.

Mas a paixão pelo toiro faz também acudir muita juventude aos grupos de forcados e quase todos os anos surgem jovens com 13, 14, 15 anos a estrearem jaqueta e pegarem nalgumas novilhadas e variedades taurinas.

A prova que os grupos de forcados nacionais são também grande escola de valores e em Vila Franca vimos bem na garraiada festiva do grupo em Outubro último as dezenas de pequenos que se fardaram sob os ensinamentos do professor Pedro Dotti que há duas gerações prepara futuros moços de forcado para este grupo tão emblemático que já ultrapassou os oitenta anos de vida.

Se juntarmos ainda as tertúlias cada vez com mais jovens nas festas regionais onde as largadas de toiros e picarias são nota dominante, os
toureiros de rua, agora com estilos mais elaborados devido ao surgimento de grupos de recortadores podemos afirmar que a paixão pela festa brava, pelo toiro e muito especialmente pelo cavalo em todas as suas valências está bem viva e cada vez mais jovem no que concerne ao seu público e aprendizes. A velha máxima que de pequenino se traça o destino neste mundo tão especial do toiro e cavalo não pode ser melhor utilizada!

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