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Estremoz - Gestão da Praça de Touros «aquece» reunião de Câmara

O modelo de gestão e concessão da Praça de Touros de Estremoz continua a gerar discórdia entre as duas forças políticas que compõem o executivo camarário.
04 de Julho de 2014 - 11:08h Notícia por: - Fonte: Taurodromo.com - Visto: 1084
Estremoz - Gestão da Praça de Touros «aquece» reunião de Câmara

O modelo de gestão e concessão da Praça de Touros de Estremoz continua a gerar discórdia entre as duas forças políticas que compõem o executivo camarário. Na última reunião de Câmara, realizada esta quarta-feira, 2 de julho, o vereador socialista José Daniel Sadio contestou o facto da autarquia não ter autorizado à Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, vulgarmente conhecida por ´União´, a realização de uma ´brincadeira taurina´ para o dia 21 de junho. O presidente da Câmara, Luís Mourinha, retorquiu.

O evento foi posteriormente realizado na Praça de Touros de Vila Viçosa – propriedade de David Ribeiro Teles mas concessionada ao Município local por um período de quatro anos – numa organização conjunta entre ´União´ e Sociedade Filarmónica Calipolense. Ao que o ´E´ conseguiu apurar junto de fonte próxima da coletividade estremocense, a ´brincadeira taurina´ obteve resultados financeiros nulos.

Refira-se que o evento foi realizado com o intuito de angariar verbas para a ´União´, que segundo garantiu recentemente ao ´E´ o presidente da coletividade, passa por dificuldades financeiras.

As reuniões de Câmara realizam-se quinzenalmente, às quartas-feiras, pelas 09.30 horas. As sessões são abertas ao público.

Luís Mourinha · Presidente CM Estremoz (MiETZ)

“Se a União quiser fazer um evento musical a Praça é cedida, é tal e qual como estou a dizer. Era o mesmo que a Tertúlia Tauromáquica Estremocense (TTE) querer fazer um espetáculo de danças. Não o faz. Cada instituição no seu sítio. Não estou a ver o Orfeão Tomaz Alcaide, nem outros, a fazer corridas de touros. A instituição tem o apoio e a cedência de instalações do Município para desenvolver espetáculos da sua atividade. Fazer intervenções noutras matérias, não faz sentido. Para isso monta um empresa de touros e depois cria uma banda. Se o evento for realizado de noite tem custos de iluminação.”

 

“A sociedade Campo Pequeno tem o exclusivo das corridas de Touros na Praça de Estremoz. A corrida da FIAPE 2014 teve prejuízo.”

 

“Estou na Câmara há quase 20 anos e não me recordo de corridas de touros desta natureza com lucro. Pergunte aos Bombeiros de Estremoz quanto deu a corrida realizada em Veiros. Qual foi o lucro de qualquer instituição em Estremoz que tenha realizado corridas de touros em Estremoz?”

 

“Está a utilizar palavras que eu não disse e portanto porte-se como deve ser. Não disse que aquilo dava lucro ou deixava de dar. O que eu disse foi que as instituições da música devem dedicar-se à música, senão a Câmara e os espaços da Câmara são ingovernáveis. A questão não está nos custos, está no modelo que as pessoas recorrem para fazer as suas atividades. Há mais instituições que gostavam de fazer corridas de touros. Se todas quiserem fazer uma corrida de touros, consegue-me explicar daqui a quantos anos ou séculos é que todas elas o conseguem fazer. Era o mesmo que a TTE quisesse agora fazer um encontro de bandas ou de ginástica.”

José Daniel Sadio · Vereador CM Estremoz (PS)

“Em Estremoz o Município decidiu reduzir de forma drástica o financiamento das associações culturais e desportivas. É público e notório que há dificuldades tremendas para que as mesmas continuem a assegurar o seu funcionamento. Todas cumprem um papel essencial na dinâmica desportiva e cultural do concelho, é onde estão os nossos jovens e idosos, as nossas gentes. Aquele espaço devia estar ao dispor de todos os estremocenses, também da ´União´.”

 

“Estou incrédulo com a sua justificação. Não posso acreditar. O senhor presidente da Câmara está a exercer competências para além daquilo que é suposto ter. Esta justificação está registada e na próxima reunião vou aqui trazer eventos (sardinhadas, bailes, concertos) que autorizou no passado, de outras instituições, e que não têm a ver com a sua atividade.”

 

“Não faz sentido achar que tem o dever e competência que o evento não se realize por não dar dinheiro. Esta posição não foi correta e não percebo porque se tem uma Praça para estar fechada durante 363 dias por ano e quando alguém quer fazer um evento – como é o treino dos forcados e cavaleiros – é negado a fazê-lo.”

 

“Discordo totalmente dessa visão de gerir o Município, abriu-se aqui um precedente gravíssimo.”

 

 

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